O que acontece em Barcelona é, sim, uma das mais relevantes tentativas recentes de recompor um campo progressista internacional, fragmentado por crises, guerras e pelo avanço persistente de uma ultradireita organizada. Há dias em que a política deixa de ser estrutura e vira atmosfera. Barcelona, neste 18 de abril, respirava isso — uma espécie de liturgia contemporânea da esperança. No palco do Global Progressive Movement, sucediam-se discursos que buscavam reorganizar o mundo, como quem tenta alinhar constelações depois de uma longa noite. Havia história ali. Ecoavam nomes como Salvador Allende — não em presença física, mas como memória insistente de que a democracia pode ser interrompida, mas não silenciada. Havia também a cadência experiente de José Luis Rodríguez Zapatero, com sua defesa contínua do diálogo, e o protagonismo institucional de Pedro Sánchez, hoje uma das vozes mais articuladas da social-democracia europeia. E, no entanto, algo não cabia completamente naquele desenho. ...
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