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Mostrando postagens de abril, 2026
  O efeito Lula em Barcelona - Por Flavia Costa Existe, sim, um antes e um depois da passagem de Luiz Inácio Lula da Silva por Barcelona. A presença de Lula mobiliza, conecta e reposiciona debates políticos em escala internacional. Seu discurso durante a Global Progressive Mobilisation, no dia 18 de abril, pode ser considerado um dos mais contundentes dos últimos tempos. Lula vocalizou aquilo que há muito está atravessado na garganta de milhões de pessoas ao redor do mundo: a defesa firme da democracia, da soberania dos povos, da justiça social e do enfrentamento à extrema direita. Uma fala à altura de uma liderança política de dimensão global. Antes mesmo da divulgação oficial da agenda presidencial na Catalunha, o Núcleo PT Barcelona iniciou articulações para organizar uma grande recepção política ao Lula e à sua comitiva. Os primeiros movimentos ocorreram junto aos demais núcleos do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras na Espanha: Madrid, Galícia e Comunidade Valenc...

Companheiras e companheiros - Por Márcia de Melo

  Quero dar a minha breve contribuição analisando o evento passado. Muitos de nós soubemos que o Lula alargou a sua estadia, visitando a Sagrada Família no domingo, e somente ficamos sabendo através das redes sociais. Fato que deixou muitos de nós decepcionados, porque havia o desejo de fazer-lhe uma surpresa no hotel como despedida e, também, dar um abraço em um dos presidentes mais admirados — e também porque é o nosso Lula, não é mesmo? Mas Lula evita esse encontro com a sua base em todas as visitas internacionais e até mesmo no Brasil. Ele não consegue olhar nos olhos dos trabalhadores e do povo, pois tem conhecimento de que este governo tem falhado e não tem atendido a todas as reivindicações pelas quais foi eleito pela terceira vez. Não elegemos Lula para visitar um evento como este do fim de semana, que reunia sionistas, setores burgueses e colonialistas europeus, como se eles pudessem dar uma resposta aos problemas dos quais eles mesmos são os causadores. Estivemos presente...

Domingo foi um dia de imersão no mundo do social-liberalismo europeu, dos autodenominados "progressistas". - Por Mauricio Benito Durá

  🌹Foi um evento convocado pela Internacional Socialista ante sua crise e falta de capacidade de resposta a extrema direita, a direita extrema e ao neo-liberalismo. Desde a esquerda e o antifascismo, desde os sindicatos e os movimentos parabenizamos a iniciativa neste largo recorrido que eles precisam fazer. 🌹Recorrido que passa por romper, na prática e não só nos discursos ouvidos, com as políticas neoliberais, com os favores aos bancos (2008), uma política de moradia que persiga os "fondos buitres" e os negócios imobiliários em detrimento da classe trabalhadora. A social-democracia Europeia governa a Europa em intervalos ou coligação (Alemanha) com a direita desde o fim da II Guerra Mundial. O mesmo poderíamos dizer dos democratas americanos, tão responsáveis pelas políticas unilaterais e imperialistas como os republicanos. A América Latina conhece bem. 🌹Os discursos do prefeito de Nova York,  (socialistas democráticos), Bernie Sanders, Presidente da África do Sul ou do ...

Um outro mundo é possível a partir da Europa? Por Marta Dueñas

O que acontece em Barcelona é, sim, uma das mais relevantes tentativas recentes de recompor um campo progressista internacional, fragmentado por crises, guerras e pelo avanço persistente de uma ultradireita organizada. Há dias em que a política deixa de ser estrutura e vira atmosfera. Barcelona, neste 18 de abril, respirava isso — uma espécie de liturgia contemporânea da esperança. No palco do Global Progressive Movement, sucediam-se discursos que buscavam reorganizar o mundo, como quem tenta alinhar constelações depois de uma longa noite. Havia história ali. Ecoavam nomes como Salvador Allende — não em presença física, mas como memória insistente de que a democracia pode ser interrompida, mas não silenciada. Havia também a cadência experiente de José Luis Rodríguez Zapatero, com sua defesa contínua do diálogo, e o protagonismo institucional de Pedro Sánchez, hoje uma das vozes mais articuladas da social-democracia europeia. E, no entanto, algo não cabia completamente naquele desenho. ...