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Mostrando postagens de abril, 2026

Companheiras e companheiros - Por Márcia de Melo

  Quero dar a minha breve contribuição analisando o evento passado. Muitos de nós soubemos que o Lula alargou a sua estadia, visitando a Sagrada Família no domingo, e somente ficamos sabendo através das redes sociais. Fato que deixou muitos de nós decepcionados, porque havia o desejo de fazer-lhe uma surpresa no hotel como despedida e, também, dar um abraço em um dos presidentes mais admirados — e também porque é o nosso Lula, não é mesmo? Mas Lula evita esse encontro com a sua base em todas as visitas internacionais e até mesmo no Brasil. Ele não consegue olhar nos olhos dos trabalhadores e do povo, pois tem conhecimento de que este governo tem falhado e não tem atendido a todas as reivindicações pelas quais foi eleito pela terceira vez. Não elegemos Lula para visitar um evento como este do fim de semana, que reunia sionistas, setores burgueses e colonialistas europeus, como se eles pudessem dar uma resposta aos problemas dos quais eles mesmos são os causadores. Estivemos presente...

Domingo foi um dia de imersão no mundo do social-liberalismo europeu, dos autodenominados "progressistas". - Por Mauricio Benito Durá

  🌹Foi um evento convocado pela Internacional Socialista ante sua crise e falta de capacidade de resposta a extrema direita, a direita extrema e ao neo-liberalismo. Desde a esquerda e o antifascismo, desde os sindicatos e os movimentos parabenizamos a iniciativa neste largo recorrido que eles precisam fazer. 🌹Recorrido que passa por romper, na prática e não só nos discursos ouvidos, com as políticas neoliberais, com os favores aos bancos (2008), uma política de moradia que persiga os "fondos buitres" e os negócios imobiliários em detrimento da classe trabalhadora. A social-democracia Europeia governa a Europa em intervalos ou coligação (Alemanha) com a direita desde o fim da II Guerra Mundial. O mesmo poderíamos dizer dos democratas americanos, tão responsáveis pelas políticas unilaterais e imperialistas como os republicanos. A América Latina conhece bem. 🌹Os discursos do prefeito de Nova York,  (socialistas democráticos), Bernie Sanders, Presidente da África do Sul ou do ...

Um outro mundo é possível a partir da Europa? Por Marta Dueñas

O que acontece em Barcelona é, sim, uma das mais relevantes tentativas recentes de recompor um campo progressista internacional, fragmentado por crises, guerras e pelo avanço persistente de uma ultradireita organizada. Há dias em que a política deixa de ser estrutura e vira atmosfera. Barcelona, neste 18 de abril, respirava isso — uma espécie de liturgia contemporânea da esperança. No palco do Global Progressive Movement, sucediam-se discursos que buscavam reorganizar o mundo, como quem tenta alinhar constelações depois de uma longa noite. Havia história ali. Ecoavam nomes como Salvador Allende — não em presença física, mas como memória insistente de que a democracia pode ser interrompida, mas não silenciada. Havia também a cadência experiente de José Luis Rodríguez Zapatero, com sua defesa contínua do diálogo, e o protagonismo institucional de Pedro Sánchez, hoje uma das vozes mais articuladas da social-democracia europeia. E, no entanto, algo não cabia completamente naquele desenho. ...