De forma breve, contextualizamos nossa história de mobilização, organização e ação. Somos um coletivo diverso e de muitas frentes, vinculado ao Diretório Nacional do PT, via Secretaria de Relações Internacionais. Nossa trajetória de luta vai desde o Impeachment da presidenta Dilma, em 2016, passando pela Campanha Lula Livre, e pelo imperativo do Fora Bolsonaro. Nosso primeiro coletivo de luta, Amig@s da Democracia Barcelona, data de março de 2016 e agregou pessoas de várias tendências de esquerda. A partir daí, formou-se um ‘subgrupo’, Comitê pela Anulação do Impeachment Barcelona. Em continuidade ao assalto à democracia e aos direitos sociais brasileiros, foi recrudescendo o golpe jurídico, político e midiático, que culminou na prisão e no impedimento da candidatura de Lula e na eleição atípica de Bolsonaro, em 2018. Frente às ameaças e ataques ao nosso povo, ao nosso país e as nossas instituições democráticas, mudamos o foco e o nome do grupo para Comitê Lula Livre Barcelo...
Ontem (22/12/2025), em Barcelona, participei de um encontro que reuniu mulheres com trajetórias diversas para refletir sobre feminismo decolonial, imigração e cidadania a partir de experiências concretas e de contextos históricos, culturais e políticos distintos. Compartilhei a mesa com Sonia García García, Julia Castilho e Ruth Gabriel, em uma conversa promovida pelos Comuns. O debate deixou evidente que o feminismo decolonial não pode ocupar um lugar periférico. Ele é chave para compreender realidades complexas. Nesse contexto, Barcelona — uma cidade atravessada por fluxos migratórios — tem diante de si uma oportunidade e uma responsabilidade: escutar mulheres migrantes do mundo. Essa escuta não fortalece apenas o campo feminista, qualifica a própria ideia de cidadania em uma das cidades mais influentes da Europa contemporânea. A pluralidade é central para pensar soluções inovadoras para a urbanidade, o crescimento econômico, a segurança e a sustentabilidade do território....